quinta-feira, 10 de março de 2016

Paixão de Escola - Ainda tem chances?

Um ano se passou, o ultimo ano dele nessa escola, ele saiu e eu continuo aqui. Sinceramente não vejo mais possibilidades nesse lugar. Nada mais me prende aqui. Não sei para onde ir ou o que fazer. Ele era o que me prendia nessa cidade, nessa escola. Depois da noite linda que tivemos juntos, e eu nem podia imaginar que era uma despedida. Serio, existia uma coisa que não me deixava deixar ele embora naquela noite e ele foi.
Agora mudou de cidade, vai estudar fora fazer faculdade e conhecer outros amigos, outras garotas. Isso realmente me mata por dentro. Não sei mais como me comportar sem ele. Minha unica amiga na sala mudou de escola e agora estou sozinha novamente.
Primeiro dia de aula me sentei no fundo da sala, estava um poço de desanimação, abaixei a cabeça e coloquei meus fones de ouvido em uma musica bem alta. Eu queria curtir a foça. Eu queria ficar ali, talvez dormir um pouco.
Quando alguém do nada me cutuca, me levantei e era o garoto que sentava na minha frente. Aquele garoto bonitinho que as meninas todas queriam ficar na sala, o filho de mamãe.
- O que é? - Disse eu com cara de poucos amigos.
- O que foi? Ta triste? - Disse ele se importando comigo.
- Estou bem, só com sono mesmo.
- Vamos jogar?
- Jogar o que?
- Jogar o jogo da velha ué.
Era serio que ele me chamou só para jogar o jogo da velha. Mas tudo bem eu aceitei, e a gente começou a jogar, durante toda a aula de matemática. Ele realmente me animou, estava bem competitiva e vibrava quando eu ganhava.
- Senhores sei que o joguinho deve estar bom, mas senhor Anderson pode virar para frente? - Disse a professora de Matemática.
- Claro professora, mas Isa quero arrevange. - Disse ele olhando em meus olhos.
- Claro, vai perder mesmo.
Depois de um tempo ele vira de novo para trás e pergunta:
- Quer conversar?
- Acho que agora não é a melhor hora. - Eu disse olhando para professora.
- Não, tenho uma ideia melhor. Professora tenho que pegar uma apostila lá na biblioteca.
- Você não recebeu ainda não?
- Não.
A professora olhou e perguntou se mais alguém queria ir pegar, então eu levantei a mão. Assim saímos os dois.


Sentamos em um corredor la em cima. Ele estava mesmo querendo saber por que eu estava daquele jeito. Segundo ele, ele me achava bem animada, e dizia que não era bom me ver daquele jeito. Então que ele perguntou:
- É por conta do Eric não é? Ele formou.
- Pois é. Mas não é por isso não.
- Vejo nos seus olhos querida, não mente para mim.
- Não estou mentindo querido.
- Sei, eu também estou meio chateado.
- Por que?
-Terminei com a Laura, nesse verão.
- Serio? Nossa.
- Pois é, agora só tenho você.



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